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	<title>Climate Justice Now!</title>
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	<description>A network of organisations and movements from across the globe committed to the fight for social, ecological and gender justice.</description>
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		<title>Começa a semana final das negociações da COP 16</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 13:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tom</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cancun / Negociaçoes]]></category>

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		<description><![CDATA[A segunda e última semana de negociações da COP 16 começou com diversas reuniões informais e de grupos para trabalhar nos textos negociadores. No domingo, foi divulgado o draft do AWG-KP, referente aos compromissos adicionais do Protocolo de Kyoto. Informe 6 &#8211; Maureen Santos – FASE/REBRIP O draft já está disponível no site da UNFCCC. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } -->A segunda e última semana de negociações da COP 16 começou com diversas reuniões informais e de grupos para trabalhar nos textos negociadores. No domingo, foi divulgado o draft do AWG-KP, referente aos compromissos adicionais do Protocolo de Kyoto.</p>
<p><strong><span id="more-2207"></span>Informe 6 &#8211; </strong>Maureen Santos – FASE/REBRIP</p>
<p>O draft já está disponível no site da UNFCCC. Foi feito com foco nos quatro pontos principais de maior divergência: período de compromissos (cinco ou oito anos); ano base das emissões (1990/2000/2005); metas do anexo I (individuais ou agregadas); números do corte de emissões para o segundo período.</p>
<p>A presidenta da Conferência, a mexicana Patrícia Espinoza, mudou um pouco a forma como estão sendo negociados os textos. Determinou duplas de partes – um desenvolvido e um em desenvolvimento – para fazer consultas informais aos blocos e países sobre os temas com mais divergência de posição. O Brasil juntamente com Reino Unido está com a responsabilidade do Protocolo de Kyoto.</p>
<p>Neste sentido, durante todo o dia foram realizadas consultas informais sobre diversos temas e foram trabalhados alguns drafts em grupos, então não tem muitas novidades. Amanhã possivelmente o dia também será dedicado às consultas informais, pois as duplas deverão apresentar os resultados à noite.</p>
<p>Duas conferências de imprensa, em especial, fizeram um resumo de alguns pontos importantes:</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Bolívia – Embaixador Pablo Sólon</span></p>
<p>Explicou de maneira detalhada a posição boliviana sobre o texto LCA (Cooperação de Longo Prazo) e sobre o KP (Protocolo de Kyoto). Disse que o texto LCA expressava a visão da presidenta mexicana e era um texto de insumo e não um para um acordo final, pois tinha uma visão desbalanceada.</p>
<p>Repetiu sobre os pontos de Cochabamba que foram tirados do texto (apontados no Informe 5) e completou dizendo que o único parágrafo sobre Direitos Humanos contido no texto de Tiajing (última pré-COP, realizada na China) foi suprimido. Reafirmou que toda ação frente às mudanças climáticas deve garantir os Direitos Humanos.</p>
<p>Disse que no texto do KP mantiveram junto às outras propostas, a proposta boliviana de corte em 50% para o segundo período de compromissos.</p>
<p>Sobre o lançamento de novos mecanismos de mercado de carbono, o país acredita que só é possível avançar nisso se tiver uma avaliação dos impactos e resultados do mercado de carbono.</p>
<p>Sobre REDD, a Bolívia defende que da forma como está no texto, reduz as florestas à mera captadora de carbono e não uma visão ampliada sobre a importância da floresta para a proteção dos ecossistemas e para os povos que vivem nela e dela.</p>
<p>Fizeram uma pergunta para ele sobre se haveria chance flexibilidade na posição boliviana e ele disse que sim, mas que tiraram do texto, especialmente LCA, as opções de meio de caminho ou nem propuseram outras neste sentido. Um exemplo foi o limite de aumento médio de temperatura global. Que haviam propostas de 1ºC,1,5 ºC e 2 ºC, e que só mantiveram a proposta de 2 ºC. Esta variação representa quantas pessoas vão morrer futuramente pelos impactos das mudanças climáticas. A atual oferta dos Estados Unidos, de reduzir 3% nos níveis de 1990, levaria a um incremento de 4 ºC.</p>
<p>Neste sentido, segundo diferentes relatórios, por conseqüências das mudanças climáticas, morrem em torno de 300 mil pessoas atualmente. Em 2020, se estimam 1 milhão de pessoas se continuarmos sem uma solução para os cortes de emissões. Isso não seria um genocídio?</p>
<p>O Embaixador disse que os verdadeiros causadores das MC são aqueles os quais não querem agora salvar a vida das pessoas e a natureza, os mesmos que ainda vêm dizer que a Bolívia que está bloqueando as negociações.</p>
<p>Por fim, respondendo uma pergunta sobre transparência, disse que a presidência mexicana assegurou que os processos estão sendo transparentes e que não estão ocorrendo conversas secretas. Finalizou dizendo que o México tem a responsabilidade de não fazer voltar o fantasma de Copenhague. Informou ainda que Evo Morales chegará dia 09 e participará pela manhã da Conferencia e à tarde se reunirá com organizações sociais.</p>
<p><span style="text-decoration: underline;">Brasil – Embaixador Sérgio Serra</span></p>
<p>Reafirmou apoio à presidência mexicana pelo seguimento dos trabalhos, explicou a metodologia das consultas informais, apontadas no início deste informe.</p>
<p>Em resposta a uma pergunta sobre quais estratégias as duplas de negociadores estão tomando para desbloquear as negociações, disse que estão buscando uma mensagem política, incluindo uma decisão sobre o segundo período de Kyoto, mesmo que isso seja um caminho a ser aprofundado na COP 17. Disse que não acha que seja possível um acordo sobre Kyoto em Cancun,</p>
<p>Sobre a pergunta de que a China se opõe a um acordo, o Embaixador disse que a China não apresenta oposição de um acordo vinculante nos dois trilhos da negociação, mas que sem o resultado por parte dos países desenvolvidos não há chance de ter um acordo em Cancun, talvez na África do Sul.</p>
<p>Afirmou que os Estados Unidos não estão discutindo nenhuma proposta neste sentido, que não se coloca a questão da ratificação de Kyoto.</p>
<p>Sobre mitigação, a posição brasileira é de que os países necessitam de compromissos firmes, ambiciosos e compatíveis com o que nos diz o IPCC e a ciência. Neste sentido, defende corte entre 25 a 40% para os países em desenvolvimento (níveis de 1990) e para os países em desenvolvimento um desvio da curva de crescimento no cenário business as usual e que estes não tem números mais ambiciosos dos que já foram apresentados em Copenhague.</p>
<p>Fizeram uma pergunta sobre os rumores de estar acontecendo os chamados Wikileaks (forma de pressão e chantagem) por parte dos Estados Unidos em relação às economias menos desenvolvidas e mesmo sobre o Brasil (oferecendo apoio para o Brasil na reforma do Conselho de Segurança da ONU). Serra disse que não estava acompanhando isso e não saberia responder sobre os outros países, mas que o Brasil não foi procurado por ninguém da delegação americana para ser pressionado em troca de alguma coisa.</p>
<p>Após a Conferência de imprensa, conseguimos que o Embaixador Serra fizesse um rápido briefing conosco (Maureen Santos/FASE e REBRIP; Lucia Ortiz/Amigos da Terra Brasil; Letícia Tura/FASE; uma companheira do MAB e Luiz Zarref que chegou um pouco depois). Entre outras coisas, ele reafirmou que possivelmente só sairá de Cancun algo sobre financiamento de curto prazo (<em>fast start</em>), que não há nenhuma expectativa que os Estados Unidos se comprometam com algo, haja vista sua situação interna (mesmo para COP17 seria muito difícil, pela situação eleitoral) e que talvez a Rio +20 pode ser uma alavanca para se concluir este processo.</p>
<p>Hoje, terça feira, serão realizadas as mobilizações nas ruas de Cancun. A marcha do Fórum Internacional de Justiça Climática sairá pela manhã no dia de hoje até o marco zero de Cancun, para lembrar a morte do companheiro coreano campesino Kim Lee, que durante as negociações da OMC em Cancun, 2003, se imolou; a Via Campesina irá marchar rumo ao Moon Palace (onde ocorre a conferencia oficial) e realizará uma assembléia.</p>
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		<title>Otimismo superficial e situação real longe de definições concretas</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Dec 2010 13:58:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>tom</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cancun / Negociaçoes]]></category>

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		<description><![CDATA[Acaba a primeira semana de negociações em Cancun, antes das chegadas dos Ministros e Chefes de Estado para a reunião de alto nível da COP16. Todas as delegações tentam passar a visão de que os trabalhos seguem num caminho de diálogo e com espírito de boa vontade para chegar resultados importantes, alguns mais otimistas, falam [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><!-- 		@page { margin: 2cm } 		P { margin-bottom: 0.21cm } 		A:link { color: #0000ff } --><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Acaba a primeira semana de negociações em Cancun, antes das chegadas dos Ministros e Chefes de Estado para a reunião de alto nível da COP16. Todas as delegações tentam passar a visão de que os trabalhos seguem num caminho de diálogo e com espírito de boa vontade para chegar resultados importantes, alguns mais otimistas, falam em resultados robustos, mas em geral o descontentamento é grande. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><strong><span id="more-2211"></span>INFORME 5 &#8211; COP16 -</strong> <span style="font-size: x-small;">Iara Pietricovsky/INESC/REBRIP e Maureen Santos/FASE/REBRIP</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">A Presidente da COP16, Patrícia Espinoza, chamou as delegações para uma reunião informal no sábado para receber as impressões gerais do primeiro rascunho, apresentado pela coordenadora do AWG-LCA, chamado “Margareth paper”. Era esperado um documento também sobre o Protocolo de Kyoto (AWGKP), no entanto, a decisão foi manter o texto já apresentado pelo coordenador John Ash dos EUA. (Análise breve sobre REDD e adaptação seguem mais abaixo).</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Apesar de todas as delegações e representações de grupos de paises agradecerem a Presidente por sua maneira inclusiva, aberta e transparente de conduzir os trabalhos – esse tema foi repetido exaustivamente como uma maneira de marcar fortemente o grande desagrado do processo realizado em Copenhague, que ao contrario, foi considerado pouco transparente, anti-democrático e discriminatório – durante algumas falas criticas surgiram ao processo. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O pouco tempo existente entre a distribuição do documento apresentado pela coordenadora do AWG-LCA (Grupo de cooperação ao longo prazo), Margareth, e a abertura da plenária, impediu uma análise mais profunda por parte das delegações (link texto </span></span><span style="color: #0000ff;"><span style="text-decoration: underline;"><a href="http://maindb.unfccc.int/library/view_pdf.pl?url=http://unfccc.int/"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">http://maindb.unfccc.int/library/view_pdf.pl?url=http://unfccc.int/</span></span></a></span></span><span style="color: #000080;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: underline;">resource/docs/2010/awglca13/eng/crp02.pdf</span></span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">). Apesar disso, algumas apresentaram análises criticas contundentes ao documento demonstrando que ainda persistem problemas muito difíceis de serem equacionados. Começando pela delegação do Yemen, em nome do G77+China que disse que era pouco tempo para analisar o doc e que por isso não faria ainda comentários, passando pela delegação brasileira, dos representantes dos países da ALBA, países insulares, montanhosos e sem litoral, países vulneráveis, LDCs, Africanos que apresentaram muitos pontos críticos em comuns.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">A UE disse que acredita ser possível alcançar um pacote equilibrado, nos dois pilares da negociação. As peças do quebra cabeça estão colocadas e é preciso seguir claramente os caminhos de Bali. Disse que ainda é necessário encontrar a fórmula mágica para alcançar os objetivos dos 2º C; assegurar um documento vinculante nas duas vias, ter uma sistema de medição e verificação; ter um Segundo Período de Compromisso de KP, REDD + etc. Concluiu dizendo que  os lideres da UE querem um marco jurídico vinculante global envolvendo todas os países.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">A delegada australiana falou em nome de Canadá, Japão, Nova Zelândia, EUA, Federação Russa, falou que é necessário encontrar objetivos comuns para manter a temperatura abaixo de 2ºC, REDD, Mitigação etc. Reconhece que o avanço do Acordo está vinculado ao protocolo de Kyoto, mas apresentam resistências ao segundo período de compromissos. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Brasil, Lesoto, Guatemala, Grenada, República do Congo, Paquistão Tuvalu, Colômbia, Venezuela (expressaram preocupação especial com à metodologia para se apresentar emendas), Peru, Barbados (fez um apelo especial pela resolução institucionais que se requer neste momento ao tema Adaptação), entre outros países em desenvolvimento, que apresentaram pontos críticos sobre mitigação, financiamento, adaptação.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">O Embaixador da Bolívia foi o que fez a critica mais extensa e completa sobre o documento. Disse:</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">1)  Que lamentava a continuidade do desequilíbrio do texto e que os problemas do texto anterior não foram solucionados;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">2) A proposta dos países que querem que se baixe a temperatura para 1,5ºC a 1º C não foi considerada;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">3) Temas relativos ao respeito e preservação dos Direitos Humanos também não tinham sido incluídos;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">4) Visão compartilhada dos povos indígenas ainda seguia omissa;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">5) Impacto da indústria de guerra também não foi considerada;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">6) Existem várias aproximações aos temas e a consideração da delegação da Bolívia contra o mercado de carbono não foi considerada pelo documento;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">7) Todas as propostas apresentadas pela Bolívia sobre o direito da Madre Tierra também ficou fora;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> <img src='http://www.climate-justice-now.org/wp-includes/images/smilies/icon_cool.gif' alt='8)' class='wp-smiley' /> Tema da transferência de tecnologia. Não se toca nessa questão e os impactos que ela tem com a questão da Propriedade Intelectual;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">9) E o mais grave, como já se referiu o delegado do Brasil, a posição de um grande número de países, em MITIGAÇÃO, não está contemplada;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">10) O documento não reflete a posição da Bolívia e de outros países em desenvolvimento;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">11) Pediu que se considere a versão anterior onde todas as partes estão refletidas para ser base das negociações em Cancun (pontos de Cochabamba foram tirados);</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">12) Sublinhou que o documento tem que ser analisado a luz do protocolo de Kyoto e que é fundamental existir um Segundo Período de Compromisso do KP. </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span style="text-decoration: underline;"><strong>Breve análise do documento LCA</strong></span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>:</strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>1) Adaptação ( pg.5 – Ponto 2) </strong></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Considerando os problemas do draft LCA, o texto de adaptação não apresenta tantos problemas e alguns pontos de demandas positivas </span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- Inclui a questão das vulnerabilidades, resiliência, preocupações e medidas para grupos e demandas específicas como gênero, migrantes climáticos e populações dos países menos desenvolvidos (LDC’s);</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- Aponta alguns passos para a criação de um Framework para Adaptação e para um Plano de Ação em Adaptação para os LDC`s e países em desenvolvimento mais vulneráveis às mudanças climáticas;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- Inclui a necessidade da visão compartilhada e participação das populações e sociedade civil no enfrentamento, apesar de não dizer como;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- No item sobre a criação de um Comitê de Adaptação, a opção 2 do texto inclui apoio técnico e científico para as Partes e suas especificas demandas, e para fortalecer a troca de informações e conhecimento entre as Partes inclui o conhecimento tradicional e as boas práticas locais;</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- Não entra em valores (isso está na parte de Financiamento que mantêm os 30bi US$ para curto prazo em adaptação e mitigação – 2010/2012 – que já constava no Acordo de Copenhague e a longo prazo 100bi US$, a novidade é o 1.5 do PIB, ao invés do 0.7, apesar de ainda constar como uma das opções);</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>2) REDD (</strong></span></span><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Pg. 11 &#8211; Item C de mitigação)</strong></span></span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">E em REDD foi incluído tudo que já tínhamos apontado como preocupação na Carta de Belém</span></span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Times,serif;"><span style="font-size: small;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- Entrou </span></span></span></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;">REDD+ </span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;">- mecanismos baseados no mercado e combinação de fundos</span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Verdana,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;">- não inclui a consulta aos povos indígenas e populações tradicionais (somente no item D, sobre ações cooperativas, e fala em: “Reconhecimento dos interesses dos pequenos agricultores, os direitos dos povos indígenas e tradicionais e suas práticas, no contexto aplicável das obrigações internacionais e levando em consideração as circuntâncias e legislações nacionais”. Ou seja, apesar de falar em direitos, não toca no tema da consulta);</span></span></span></span></p>
<p><span style="color: #000000;"><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">- deixou bem flexível o critério de cada pais sua implementação. </span></span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><strong>Conferência de Imprensa</strong></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"> </span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><strong>do Brasil</strong></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Embaixador Serra e Figueiredo: Houve esta manhã e durante a tarde a continuação das consultas e encontros informais. Esta tarde teve uma plenária informal. Nesta plenária informal tivemos oportunidade de receber o documento informal AWG-LCA e vimos as possibilidades de resultados em Cancun. Foram apresentados impressões e sentimentos sobre os documento e alguma critica foi expressa porque o documento não conseguia resolver todos os problemas. O documento coloca várias opções sobre os mais variados temas. Ainda existe tempo para continuação dos trabalhos e existe um clima de muita confiança na presidência do México.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Questão</strong></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">: Catarina Alencastro “O Globo”. O texto recebeu muita critica, inclusive pelo Brasil. Porque não existe o Segundo período de Compromisso. É uma encenação?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Falamos sobre Mitigação e as opções que o papel apresenta ( apresenta 3 opções) uma é a opção do G77+ China e queremos a solução para os números do KP dos países do Anexo I para o KP. Necessidade de negociar metas. É uma questão técnica, mas muito importante porque esta vinculado ao Segundo Período do Compromisso de KP.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Questão</strong></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">, Cláudio da FSP: Brasil não esta confortável com a proposta da Índia?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Índia esta circulando idéias e Brasil é parceiro da índia e do G77+China países. Estamos totalmente confortáveis com as idéias da Índia.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Questão</strong></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">: Como as coisas estão indo, o Segundo Período será um problema???</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Minha expectativa é que na semana que vem no começo, teremos uma possibilidade de saber mais como será o resultado, ou como ele se delineará. Mas, existe um esforço de todos os países para estabelecer um compromisso. Temos tempo suficiente em Cancun e neste ano para fazer as coisas andarem. Os Ministros começam a chegar na cidade e os negociadores deverão orientações mais frescas. Terça-feira teremos mais material para fechar o Acordo nos dias subseqüentes. Isso requer muito trabalho e um espírito de compromisso e penso ser visível.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Questão:</strong></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> A palavra mais escutada “compromisso” . Quanto de compromisso já se apresentou?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Muito pouco. Precisamos um Segundo Período de Compromisso do Protocolo de Kyoto, precisamos cortes profundos na emissão dos países desenvolvidos e comprometimentos dos países em desenvolvimento. Esperamos que no fim, de Cancun, saia mais compromissos de corte de emissões.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Esse ano a situação é diferente. Eu disse que a situação do mundo não esta melhor, a crise ainda esta instalada e a situação política em muitos países desenvolvidos não nos permite esperar mais engajamento. Espero mais dificuldades que Copenhague, e em certos casos, mais dificuldades que Copenhague. Mas, existem a possibilidade de resultados manejáveis e fazer isto funcionar de uma maneira mais operacional. Vamos deixar Cancun com a sensação de termos dado um passo à frente.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Questão:</strong></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> FSP &#8211; Presidente Lula não virá a Cancun? Existem rumores.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Não, o presidente Lula não virá.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Questão</strong></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">: O Globo.  O Documento LCA tem um papel para brifar os Ministros. Mas, e sobre o Protocolo de Kyoto, que documento será base da conversa com os Ministros?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Margareth decidiu apresentar um novo documento com as idéias dela sobre as questões com respeito a LCA.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">John Ash colocou um papel no começo desta semana e ele acha que não precisa de um novo documento porque este é suficiente para o debate. O lado do Protocolo de Kyoto tem mais tempo, dois anos mais de trabalho, e acho que ele esta certo, não precisa outro novo documento.</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"><strong>Questão:</strong></span></span><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;"> Quando esperam textos de negociação?</span></span></p>
<p><span style="font-family: Arial,sans-serif;"><span style="font-size: x-small;">Vamos usar os documentos apresentados para re-elaborar. Gostaria que fosse o mais rápido possível, negociação direta com as Partes. Não me sinto bem com a metodologia que usa facilitadores. Prefiro negociar diretamente com as outras Partes e de forma mais rápida possível e isto ainda não aconteceu. Este é um dos temas que foi colocado no plenário esta tarde, um grande parte está querendo negociação direta sem facilitadores.</span></span></p>
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		<title>Mulheres e mudança climática em Cochabamba</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Jun 2010 15:50:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>nicola</dc:creator>
				<category><![CDATA[cochabamba @pt-br]]></category>
		<category><![CDATA[genero]]></category>
		<category><![CDATA[mulheres]]></category>

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		<description><![CDATA[Por Ana Filippini, Ponto Focal para a América Latina da Rede Internacional de Mulheres pela Justiça Climática, Gender CC, mujeresporjusticiaclimatica@gmail.com A análise da Declaração dos Povos (1) emanada da Conferência dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra, que foi celebrada de 20 a 22 de abril em Cochabamba, Bolívia, pode [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="color: #800080;"><em><strong>Por Ana Filippini, Ponto Focal para a América Latina da Rede  Internacional de Mulheres pela Justiça Climática, Gender CC, mujeresporjusticiaclimatica@gmail.com</strong></em></span></p>
<p>A análise da Declaração dos Povos (1) emanada da Conferência dos Povos sobre a Mudança Climática e os Direitos da Mãe Terra, que foi celebrada de 20 a 22 de abril em Cochabamba, Bolívia, pode fazer que pensemos que a questão de gênero não esteve presente nessa conferência.</p>
<p>Mesmo que em termos gerais poderia ser dito que a perspectiva de gênero não foi incorporada de forma substancial nas conclusões dos grupos de trabalho, em alguns textos pode ser encontrada uma linguagem de gênero. No entanto, as mulheres são mencionadas nas conclusões do trabalho, basicamente, como um grupo vulnerável. (Por exemplo: no grupo 6 sobre migrações especifica-se que são as mulheres as que sofrem as situações mais graves em decorrência da migração; no grupo 7 sobre povos indígenas é reclamada a participação plena e efetiva de grupos vulneráveis incluindo as mulheres; o grupo 8 sobre dívida climática menciona duas vezes as mulheres dentro dos grupos vulneráveis; o grupo 12 sobre financiamento reclama que haja representação das mulheres no novo mecanismo de financiamento que deverá ser criado a fim de assumir os custos da mudança climática, e o grupo 14 sobre florestas solicita que seja reconhecido o papel das mulheres na preservação das culturas e na conservação das florestas nativas e selvas e propõe a criação de um grupo de especialistas com no mínimo 50% de participação das mulheres.) (1)</p>
<p><span id="more-1556"></span>No entanto, não seria justo avaliar a influência dos grupos feministas e grupos de mulheres apenas a partir dos textos emanados da conferência e não considerar as importantes contribuições que foram apresentadas em paralelo aos grupos de trabalho que elaboraram o documento final. Vejamos alguns exemplos:</p>
<p>O grupo de trabalho feminista da Campanha Global de Ação contra a Pobreza (GCAP, sigla em inglês) apresentou em uma oficina de trabalho as conclusões dos tribunais sobre gênero e mudança climática realizados em sete países da África, Ásia e América Latina. A apresentação incluiu uma análise dos impactos diferenciados de gênero pela mudança climática, entre outros a falta de acesso à água potável e água para a agricultura, impacto na soberania alimentar e maior dependência econômica e no mercado, secas prolongadas e chuvas fora de época e perda da capacidade para produzir medicamentos naturais ao ficar reduzida a disponibilidade das plantas que o permitiam. Essa atividade foi positivamente avaliada pelos e pelas participantes ao introduzirem um assunto relevante e de escassa presença na conferência. Talvez a contribuição mais importante desse grupo tenha sido no tocante ao papel da educação na geração de mudanças nas pautas de produção e consumo excessivo, que são as verdadeiras causas da mudança climática. (2)</p>
<p>No evento organizado pela Rede latino- americana de Mulheres Transformando a Economia (REMTE) foram realizadas importantes contribuições em relação “às causas estruturais da mudança climática e os desafios de uma economia para a vida”, perspectiva na qual convergem as propostas do Bem Viver, as visões e as práticas da economia comunitária ancestral, da economia feminista e da economia ecologista. Em uma brevíssima síntese, expressam que “se trata de ir rumo a uma economia que propicie a reprodução ampliada da vida e não a do capital”.</p>
<p>No mesmo sentido, na Assembléia dos Movimentos Sociais realizada durante a conferência, as lutas das mulheres não passaram despercebidas. Na carta que foi publicada afirma-se que “as resistências [à crise climática avaliada como parte da crise global] vêm sendo construídas desde a inter-relação de diversas perspectivas anticapitalistas, anti-patriarcais, anti-coloniais e anti-racistas”&#8230; e que no “processo de articulação em permanente construção” um dos “momentos chave” será o ato da Terceira Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres no Congo no mês de outubro. (3)</p>
<p>Por sua vez, as representantes latino-americanas da rede de Gênero e Mudança Climática, Mulheres pela Justiça Climática (Gender CC) realizaram uma análise sobre os impactos de gênero da mudança climática em comunidades da Bolívia e Colômbia. Mas talvez a contribuição mais importante tenha sido a análise do impacto que têm nas mulheres as falsas soluções para a mudança climática propostas até agora. Estas incluem, entre outras, o aumento das monoculturas florestais para agrocombustíveis e sumidouros de carbono e grandes barragens hidrelétricas promovidas como fontes de energia supostamente limpa. Trata-se de falsas soluções porque do ponto de vista climático não atacam as verdadeiras causas e ainda pior irão agravar as injustiças das comunidades mais pobres e já foi demonstrado que especialmente pioram a vida das mulheres. (4)</p>
<p>O grupo Feminismo Comunitário Latino-americano, uma voz que se expressa desde os movimentos e organizações sociais feministas, também fez uma contribuição substancial publicando um Manifesto que surgiu a partir do documento apresentado em uma das oficinas. Este documento foi discutido durante a oficina e posteriormente a discussão continuou em um espaço aberto. Recebeu contribuições de companheiras indígenas e de outras companheiras de diversos países. No Manifesto é analisado em detalhe o conceito de Pachamama, comunidade, reciprocidade, autonomia e mudança climática. Por se tratar de um documento extenso só faremos referência a alguns pontos relacionados à mudança climática que achamos que são substanciais. (5)</p>
<p>Quanto à mudança climática, o manifesto explicita que “é conseqüência da atividade humana, dos excessos humanos concebidos no contexto de um modelo de desenvolvimento depredador que se sustenta com o consumo de combustíveis fósseis e com o desflorestamento e a vulneração da natureza para ampliar as cidades de cimento. Um sistema capitalista e patriarcal onde tudo é mercadoria, tudo pode ser propriedade privada e ter um preço, e toda conseqüência da atividade humana pode ser reparada ou modificada com a ciência e a tecnologia. É decorrente de um sistema que se sente criador no ponto cume de seu poder e que na realidade tem socavado as condições mínimas para perpetuar a vida em um cosmos harmônico; para nós, a Pachamama”.</p>
<p>O patriarcado para nós, explica uma das integrantes indígenas do movimento, é o sistema de opressões do qual seus filhinhos, como o colonialismo e o neoliberalismo, são diferentes formas de depredação da vida, sendo o último o que mais cinicamente depreda a Pachamama. Por isso, acrescenta, não são os povos indígenas os que vão salvar o planeta, porque os homens e mulheres dos povos indígenas também são patriarcais e o patriarcado está destruindo a vida. Por isso a necessidade do manifesto do Feminismo Comunitário, porque a luta é pelos sonhos.</p>
<p>No tocante aos efeitos da mudança climática ratifica e concorda com a análise que realizam outros grupos que “são diferentes para as mulheres e têm maior intensidade, a partir de seu papel socialmente atribuído, no qual a produção, alimentação e cuidado da família são centrais; a criação das wawas [crianças] e o trabalho fora da casa que não implica que deixe de fazer o trabalho chamado doméstico. Isso a enfrenta com maior intensidade diante das mudanças do clima”.</p>
<p>O manifesto rejeita o fato de que a mesma lógica patriarcal que atribui de forma desigual os papéis e as tarefas para sustentar a sociedade seja usada para enfrentar a mudança climática. Os responsáveis, auto-denominados países desenvolvidos que têm depredado, contaminado e violentado a Pachamama, suas indústrias, elites e corporações pretendem compensar e dar um preço à destruição. Em relação a isso o manifesto conclui enfaticamente que: “Sob este olhar feminista comunitário reiteramos que não queremos dinheiro em troca do dano causado à Pachamama nem às mulheres. Aceitar dinheiro será como uma bomba de tempo, significará que continuem explorando e pagando pela exploração. Queremos a restituição de direitos. Já não pode ser reparado o dano causado, mas podem ser restituídos os direitos da Pachamama e para isso desmantelar o patriarcado com seus estados, seus exércitos, suas transnacionais, sua lógica hierárquica e toda a violência que isso significa para as mulheres e a Pachamama. Também não aceitaremos que nós as mulheres sejamos responsabilizadas pela depredação, o que temos diante é uma tarefa comunitária. Ou seja, de todos e todas”.</p>
<p>As mulheres falaram claro em Cochabamba. Resta a enorme tarefa de difusão dessas contribuições e de sua inclusão real na agenda dos movimentos sociais que lutam pela mudança.</p>
<p>(1) Os textos na íntegra podem ser acessados no site da conferência: <a href="http://cmpcc.org/">http://cmpcc.org/</a></p>
<p>(2) Vide detalhes sobre a conferência e a apresentação no texto distribuído por Ana Agostino disponível em: <a href="http://www.icae2.org/files/349c.pdf">http://www.icae2.org/files/349c.pdf</a></p>
<p>(3) Texto na integra da Carta disponível em espanhol em:  http://www.wrm.org.uy/actores/CCC/CMPCC/Movimientos_Sociales.html</p>
<p>(4) Textos completos e PowerPoints em espanhol disponíveis no site de Gender cc: <a href="http://www.gendercc.net/">http://www.gendercc.net/</a></p>
<p>(5) O documento na íntegra em espanhol está disponível em: <a href="http://www.kaosenlared.net/noticia/pronunciamiento-feminismo-comunitario-latinoamericano-conferencia-pueb">http://www.kaosenlared.net/noticia/pronunciamiento-feminismo-comunitario-latinoamericano-conferencia-pueb</a></p>
<p><em>Artículo publicado en la edición en español del Boletín del WRM, Nº 154, </em></p>
<p><em>mayo 2010. Si desea recibir este boletín mensualmente en su casilla electrónica envíe un mensaje a </em><a href="mailto:wrm@wrm.org.uy"><em>wrm@wrm.org.uy</em></a> <em>Movimiento Mundial por los Bosques Tropicales &#8211; <a href="http://www.wrm.org.uy/">http://www.wrm.org.uy</a></em></p>
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